Mentira e o Exemplo

Quarta-Feira, 03 de Agosto de 2011
Mentira e o Exemplo

Na realidade de hoje, onde o pai e a mãe têm carreiras profissionais e não dispõem de todo o tempo para permanecer em casa e dar a atenção necessária para a educação dos filhos, surge a preocupação de como suprir essa lacuna e prepará-los para os relacionamentos humanos nos diversos segmentos sociais que eles participarão: família, escola, clube, empresa, etc.

É uma responsabilidade em que os pais têm um papel preponderante e exclusivo. Nesse mister, mesmo as melhores escolas, exercem uma função que é apenas solidária, não cabendo a elas o que é inerente aos progenitores.

A etiqueta social dentro da própria casa, no relacionamento entre pais e filhos, estimula hábitos saudáveis que extrapolam os limites da família e permitirão que as crianças, adolescentes e jovens se integrem e interajam positivamente no ambiente escolar, social e profissional.

Organizando o tempo de convívio é possível orientar, educar e desenvolver afetos, fortalecendo a personalidade dos filhos e sedimentando os laços de família.

Atenção pais: as referências e os exemplos transmitidos aos filhos formam os alicerces para o seu convívio familiar, escolar, social, profissional e afetivo. Há muito tempo todos sabem que o exemplo não é apenas a melhor maneira de educar; na verdade, é a única maneira.

Como se educa? Mostrando e procedendo com gentileza, respeito, bondade, lealdade, honestidade e atitudes corretas.

Ter atitudes incorretas com o intuito de obter vantagem ou enganar terceiros, com certeza, num futuro próximo, vai induzir ou ensinar que enganar aos outros, ludibriar a boa-fé, ser esperto ou ligeiro é bacana e sempre vai dar certo. Ledo engano!

Crianças que se criam sem valores, perdem todas as referências. Mais dia, menos dia todas são identificadas como personalidades distorcidas, corruptas, desleais, desonestas e por isso mesmo, serão defenestradas do convívio social saudável. Pior, vão odiar os pais que não souberam ensiná-las a serem melhores.

Dizer para a criança que é para ela mentir ou mentir na frente dela, é deprimente!

Assim (olha, que horrível), permitir ou até incentivar que o filho empreste objetos, documentos ou até a carteira de identificação de associado de um clube para outro coleguinha usufruir da área da piscina, é um péssimo exemplo. No fundo, no fundo, também é a maior maldade que se pode fazer com quem se ama.

Orientar para ela dizer que tem menos de doze anos quando ela tem cara de quinze e come como de vinte anos, para não pagar a despesa do almoço no restaurante, é ensiná-la a ser patética. É como aquela piada: ao final do almoço, no restaurante, no momento de pagar a conta, o pai pede ao garçom para embrulhar as sobras, pois vai levá-las para o cachorro em casa. O filho, espontânea e rapidamente, exclama: pai, que bom! Nós vamos comprar um cachorro hoje?

O exemplo educa!

Assunto: Atitudes e Comportamentos

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