O Motorista e a Etiqueta Social

Quarta-Feira, 03 de Agosto de 2011
O Motorista e a Etiqueta Social

Como acontece em todos os aspectos de nossas vidas, também no trânsito, dirigindo nossos veículos estamos sujeitos às normas, regulamentos, leis e procedimentos que visam à harmonia e o respeito imprescindíveis ao convívio em sociedade.

O comportamento no trânsito exige bom senso, paciência e, principalmente, respeito e educação.

Além dos aspectos relativos à segurança, existem também as atitudes que demonstram o nível da educação de um motorista como cidadão. Dentro do foco da etiqueta social, algumas atitudes expressam enorme desrespeito não só à lei, mas também ao bom senso e à educação.

A buzina só deve ser usada em última instância quando for imprescindível alertar outro motorista ou um pedestre sobre algum risco. Buzina não é para dizer “oi”, dar tchau, chamar a esposa ou dar um susto em alguém.

Não se fuma dentro do veículo para não impregná-lo com o odor e, principalmente, para que a brasa do cigarro não “voe” em algum passageiro ou caia no banco do motorista, o qual, além de fazer uma cena ridícula ao tentar se livrar da brasa, ainda pode causar acidente.

Carrega-se sempre um pequeno saco para colocar papéis e objetos usados ou descartados quando se está dirigindo. É muita falta de educação jogar objetos pela janela
em vias públicas, o que além de obstruir canaletas, entope bueiros e causa prejuízos ao cidadão e ao erário público.

Ao deixar alguém em sua residência, aguarda-se a pessoa entrar, o que é uma demonstração de apreço e cuidado com a segurança dela.

Dirige-se com cautela e na velocidade recomendada não colocando em risco a sua vida, a dos seus familiares e a de outros cidadãos. O prejuízo pode ser grande...

Quem se embriaga sabe que não pode e não deve dirigir. Isso não deveria ser exigido apenas pelo Estado, mas por todas as pessoas, inclusive os amigos que, muitas vezes, estão acompanhando o bêbado. Se você é carona, acompanhante ou passageiro de quem está alcoolizado, finja que vai ao toalete e fuja dele. O fato de estar junto não significa que o embriagado tem o direito de colocar a sua vida em risco.

As velocidades máximas indicadas para rodovias, estradas ou qualquer via pública são estabelecidas pelos órgãos técnico-científicos considerando dados de engenharia e normas de segurança. Dirigir com excesso de velocidade, além de ilegal é burrice. Quem tem pressa de chegar ao destino sai de casa antes.

Discutir ou ameaçar pessoas no trânsito é o cúmulo da ignorância e tolice. Primeiro, porque ninguém é o dono da rua, segundo, porque demonstra desequilíbrio emocional e, terceiro que o motorista deveria ser denunciado para o órgão competente para avaliar a sua condição psicológica para dirigir. Aliás, os departamentos de trânsito deveriam ser muito mais criteriosos e rigorosos nessas avaliações. Com certeza o número de brigas, crimes e acidentes de trânsito diminuiriam muito.

Quando os veículos transitam em rodovias ou vias públicas e os motoristas finalizam uns para os outros alertando quanto à presença da polícia ou de fiscalização em trechos próximos, com certeza, estão colaborando para que a lei seja burlada. Essa atitude representa absoluta ausência de consciência cidadã e de responsabilidade. Entre aquelas pessoas que estão sendo avisadas da presença da fiscalização, e que podem ser contumazes no cometimento de infrações, ao não serem abordadas, poderão se envolver em acidentes e situações de risco, inclusive, com familiares dos próprios alertadores da presença da fiscalização.

O alerta ou o aviso da presença policial ainda, pode estar sendo feita para um seqüestrador, um criminoso, um marginal ou alguém em rota de fuga de um crime cometido anteriormente. O motorista que procede dessa forma, além da ausência de consciência cidadã, ainda demonstra imaturidade e irresponsabilidade. É gafe!

Assunto: Atitudes e Comportamentos

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