Cumprimento e Apresentação entre Pessoas

Terça-Feira, 02 de Agosto de 2011
Cumprimento e Apresentação entre Pessoas

É interessante constatar como as pessoas, todos os dias, executam ou repetem as mesmas ações em idênticas situações e não se questionam se podem aprimorar a forma de agir, mesmo quando percebem que algo falhou ou que ocorreu algum desconforto durante a ação ou contato.

As pessoas ao cumprimentar não sabem se estendem a mão, qual a força do aperto de mão, sentadas se devem ou não ficar de pé, se dão beijinhos, se sorriem, se abraçam, etc... enfim, são várias as dúvidas e incertezas.

E quando se vai cumprimentar alguém a quem não se conhece ou está sendo apresentado naquele momento?

E quando se encontram amigos que estão sentados numa solenidade, restaurante, teatro ou cinema?

E quando se é apresentado a pessoas famosas (artistas ou celebridades)? Ou a pessoas públicas (autoridades e políticos)? Ou a pessoas com idades bem diferentes? Ou a pessoas que ocupam cargo superior?

Resumidamente a orientação é a seguinte:

Ao cumprimentar qualquer pessoa com aperto de mão deve-se ficar de pé. Não ficar em pé durante o aperto de mão dá a impressão de menosprezo. É claro que se alguém estiver com um embrulho, casaco ou pacote sobre as pernas e não puder ficar em pé, permanece sentado mas pede desculpas pelo fato. Antigamente, as mulheres, ao serem cumprimentadas, principalmente, por homens, permaneciam sentadas. Hoje, essa concessão de permanecerem sentadas é privilégio apenas para pessoas idosas ou fisicamente impossibilitadas.

No trabalho, inclusive, ao se receber alguém na sala e houver cumprimento com aperto de mão, fica-se em pé. Claro que no trabalho ou em ambientes onde se cruza com as mesmas pessoas várias vezes ao dia, deve-se evitar a perda de tempo com aperto de mãos. O cumprimento verbal, um oi ou um sorriso são suficientes.

Outra dúvida é com qual força se aperta outra mão. A preocupação não deve ser com a força e, sim com a forma e consistência da ação. Na verdade o correto é que as duas mãos se envolvam e se abracem.

Então, vamos às respostas das outras perguntas do início dessa matéria:

• Ao cumprimentar, um sorriso gentil é sempre simpático.
• No trabalho, às pessoas com maior cargo cabe a iniciativa de estender a mão. Nos outros locais ou ambientes sociais a iniciativa cabe ao mais idoso e, por fim, às mulheres.
• Ao cumprimentar alguém que não se conhece basta um aceno com a cabeça ou de mão acompanhado de um bom dia, boa tarde, boa noite ou até logo.
• Ao cumprimentar alguém que pouco se conhece ou acabou de ser apresentado basta o aperto de mão. Não cabe o beijinho ou o abraço; fazer isso pode ser invasivo e de mau gosto.
• Ao encontrar amigos que já estão sentados em solenidades, teatros, cinemas, restaurantes e locais onde se levantar causa dificuldades e embaraços, basta um aceno de mão sem se aproximar dos amigos para que eles não se constranjam em permanecer sentados. Se for importante apertar as mãos, abraçar ou conversar, e se o interesse for mútuo, ao final do evento os amigos aguardarão. Pelo menos é o que se espera...
• Quando se é apresentado a pessoas famosas ou públicas procede-se da mesma forma como pessoas comuns: sem se empolgar, agarrar ou usar palavras que babam...pega mal!

Finalmente, como apresentar as pessoas? Como evitar aquela cena em que alguém mais empolgado se antecipa e toma iniciativas que não serão correspondidas?

É simples: ao apresentar pessoas, sempre deve-se lembrar que em quase todas as vezes uma das pessoas é mais importante que a outra.

No trabalho, a ordem de importância é a seguinte: primeiro, quem ocupa o maior cargo; segundo, quem tem mais idade e, terceiro, quem é do sexo feminino. Nos outros ambientes a ordem será a idade, o sexo e, por último, o cargo.

Para apresentar: olha-se claramente para a mais importante e se diz: “fulano, apresento-lhe sicrano”. Com isso evita-se que a menos importante tenha a inciativa da forma do cumprimento. Caberá ao mais importante estender a mão ou não e tudo parecerá normal.

Na apresentação nada de beijinho ou abraço; agir assim é para amizades e afetividades antigas, duradouras e confiáveis. No caso da conversa se prolongar, ao final do contato, caberá ao mais importante a iniciativa do abraço ou beijinho.

Ao serem apresentadas, ambas as pessoas devem dizer apenas “como vai?”. Apertam as mãos e nada de beijinhos ou abraços e muito menos dizer que se está bem ou mal e querer contar sua vida. A expressão como vai é apenas protocolar.

No Brasil não se diz prazer por dois motivos: nesse momento ninguém sabe se, ainda, de fato, se o conhecimento será prazeroso; segundo, evita-se a gafe de dizer prazer e a outra pessoa dizer que embora você não lembre, já foram apresentados antes. Diz-se que foi um prazer ( ou apenas até logo) somente na despedida. Aí sim, se a conversa for gratificante, espontaneamente pode-se dar um abraço ou beijinho de despedida.

Quanto a esse célebre beijinho, particularmente acho muito estranho quando mulheres se cumprimentam com encosto de rosto, estalar de lábios e biquinhos para dar falsos beijinhos. Ora, se não é para deixar marcas de batons ou estragar maquiagens e penteados, porque a ação não se limita a um grande e sincero abraço?

Resumo: à pessoa mais importante cabe definir a forma do cumprimento; beijinhos e abraços são dedicados apenas aos amigos.

Não se apresentam pessoas como se descrevem objetos: este é..., esta é... . Usa-se o verbo apresentar e pronto!

Importante: não se deixa a mão frouxa, não se tritura a mão do outro, não se sacode demais os braços e, não se dá tapas fortes ( porrada mesmo) nas costas de quem se cumprimenta.

Assunto: Ambientes Profissionais, Atitudes e Comportamentos

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