Fofoca é Gafe

Terça-Feira, 02 de Agosto de 2011
Fofoca é Gafe

Muitos leitores do livro “Etiqueta Social – Pronta Para Usar” e dos artigos que tenho escrito para várias revistas e jornais costumam comentar que os conteúdos são expostos de maneira prática, leve, didática e até divertida.

Concordo! Escrever sobre preceitos, normas, regras, costumes e comportamentos sociais exige alguma sutileza para que o texto não fique enfadonho e a leitura não se torne desmotivante. Habitualmente, também, elogiam pela ênfase ao óbvio, sobre o qual, algumas vezes, não se fazem reflexões.

Realmente, a idéia e o objetivo são esses mesmos. É demonstrar que a etiqueta social tem uma amplitude e uma profundidade que vão além das ações. Ela contém referências e valores que fortalecem o espírito e a dignidade das pessoas. Ela indica ou estabelece um conjunto de procedimentos, atitudes e comportamentos recomendados para que as pessoas se relacionem harmoniosamente na sua vida pessoal, familiar, profissional e social. Essa harmonia só é possível quando o contato entre as pessoas fundamenta-se, especialmente, na compreensão, gentileza, sensatez, fraternidade, flexibilidade, honestidade, paciência, sensibilidade, justiça, empatia, exemplaridade, bondade, discrição, etc.

Como se constata, há um somatório de valores que se consolidam no binômio educação e respeito.
Vestir-se corretamente ou na moda, saber usar os talheres à mesa, freqüentar locais badalados – nada vale para a etiqueta social, se você não possuir ou cultivar valores intrínsecos que fortaleçam suas amizades, seus relacionamentos, seus contatos ou os seus mais autênticos “laços de vida”.
A verdadeira elegância, em sua essência, está na forma como pensamos, sentimos e agimos; como e quanto somos honestos, dedicados, leais e comprometidos com o ser humano.
Ao contrário, hipocrisia, falsidade, desonestidade, prepotência, deslealdade, ciúme, egoísmo, raiva, etc., desgastam os relacionamentos, comprometem a confiança e acabam com as afeições e amizades.
Esses sentimentos menores é que fazem com que pessoas maldosas (elas existem sim), inventem situações, comentem o que não sabem ou distorçam fatos, no intuito de afastar, eliminar, desgastar ou separar seres humanos que, pelas suas possíveis qualidades, a incomodam, causando-lhe inveja e uma necessidade compulsiva de agressão.

Qual a sua principal arma para concretizar veladamente a agressão? Sem dúvida será a maledicência, ou, mais vulgarmente, afofoca.

Cuidado com a fofoca e com o fofoqueiro!

Profissional ou socialmente as “rodinhas” ou “panelinhas” de fofoqueiros, em algum momento podem até divertir, mas, a curto prazo, minam-se os alicerces e acabam-se com as antes sólidas estruturas dos ambientes saudáveis, seja no trabalho ou na vida social.
Ninguém deve ser ingênuo ou iludido que o fofoqueiro é leal a você. Fique atento e precavido, pois tenha certeza: na sua ausência o fofoqueiro vai falar mal de você.
Identificado esse personagem, deve-se evitar que ele forme a sua rede de intrigas ou aja na calada da noite. Incapaz de agir, ele se afasta, foge ou se auto-defenestra.

Como prevê a famosa parábola dos três crivos: se você não tiver certeza que algo que disseram ou que você ouviu é verdade; que falar sobre isso pode não ser bondoso ou fraterno; e, que, fazer comentários a respeito, não é útil para a humanidade – então,fique calado.

Como diziam nossas sábias avós: em boca fechada não entra mosquito.

Assunto: Atitudes e Comportamentos, Gafes

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Etiqueta Social - Pronta para usar

JOSUÉ INDICA: