A Etiqueta Social e a Qualidade de Vida

Terça-Feira, 02 de Agosto de 2011
A Etiqueta Social e a Qualidade de Vida

Muita gente quando ouve falar em etiqueta social, equivocadamente, ainda pensa que é “frescura” ou excesso de formalidade.
Os brasileiros, em geral, têm um comportamento excessivamente à vontade em qualquer espaço, ambiente e situações. É uma questão de educação, que deve ser treinada, estimulada, desenvolvida e sedimentada desde criança, em casa, na escola, no clube, etc.

Esse conceito (folclore) de que o brasileiro é assim mal educado porque é o povo mais alegre do mundo, às vezes, é pura balela. Viajando por aí, constatamos como vários povos, mesmo com enormes dificuldades materiais, são alegres, simpáticos e... educados!

Está na hora de pensar que este é momento de mudar e melhorar o Brasil e, pode-se começar por você, ou pela sua cidade, que podem se tornar a referência e modelo nesse aspecto. Que tal cada um fazer a sua parte?

Para começar, é simples. Começa-se associando o sentido da educação com o entendimento de que ela começa e termina com o exercício do respeito. Na prática, podem-se citar alguns exemplos de lugares e situações:

Em casa: Aprende-se a usar palavras simples como obrigado, por favor, por gentileza, desculpe, amo você, gostaria que..., etc. Aprende-se também a não gritar para ser ouvido, a explicar e a não agredir para ser respeitado.

Trata-se com educação, bondade e gentileza os pais, os filhos, os irmãos e, com muito respeito, inclusive os empregados. A disciplina, tão necessária para o resto da vida, é treinada através de coisas simples, como manter as gavetas em ordem, os quartos organizados e o banheiro limpo após o uso. A falta de pontualidade, grave defeito de adultos, pode ser corrigida, desde que a pontualidade seja treinada desde criança. O mundo afetivo, social e profissional, no futuro, agradecerá! Não se visita ou se telefona para residências antes das dez horas ou depois das vinte e duas horas. Também não se visita ninguém sem ser convidado e não se chega na casa dos outros em horário de refeições.

Na escola: Chama-se professores de professores e não de tios, até porque eles não são irmãos dos seus pais. Aliás, é a regra de respeito a todas as profissões: garçom é garçom (não é chefia, amigão, chapa, etc.) e assim por diante. Respeitam-se professores, funcionários e colegas. Não se apelida ninguém com o objetivo de melindrar ou ofender. Aprende-se a respeitar filas e a viver em grupo.

Nas vias públicas: Não se jogam papéis, objetos e detritos fora do recipiente apropriado (lixo)! Não se leva o cãozinho de estimação para fazer sugeira na cerca, na grama ou no poste do vizinho. Aliás, quando for passear com seu cachorrinho leve junto a pazinha e o saquinho para limpar as fezes. Em vias públicas e também na vida: seja discreto. Para sair do anonimato: trabalhe, crie, se esforce, ajude, aprenda, seja fraterno, agradável, sincero, leal. No fim, tudo dá certo!

No trânsito: Todo motorista, em princípio, conhece as leis e normas de trânsito, mas alguns persistem em não respeitar outros motoristas, limites de velocidade, semáforos e locais de estacionamento. Dirigindo o seu veículo não se fala ao celular, não se buzina para dar oi, para irritar ou dar susto em alguém. Os homens devem evitar atitudes machistas e preconceituosas, como perturbar e pressionar mulheres motoristas quando elas cometem algum deslize no trânsito.

E, por favor, quando se para no cruzamento e se espera o sinal abrir, este fato não obriga ninguém a enfiar o dedo inteiro dentro do nariz para cavocar. Parece piada, mas é impressionante quanta gente grosseira faz isso! Oras...

No elevador: Cumprimenta-se (bom dia, boa tarde, boa noite) e antes de entrar espera-se quem vai sair. Se você tiver que ficar junto à porta, saia do elevador para dar passagem a quem descer antes. Mencione para o ascensorista o andar que você pretende ir, acrescentando a expressão, por favor, e ao chegar agradeça.

Na academia: Faça o que foi fazer: condicionamento físico! Parece brincadeira, mas é sério. A sala de condicionamento não é para fazer “rodinha de amigos”, ficar falando ao celular ou atrapalhando a concentração das pessoas nos exercícios. Por questões higiênicas, usa-se desodorante com odor discreto, evita-se camiseta regata e, durante a atividade, trocam-se calções e camisas quando muito suados. É muito desagradável ocupar algum aparelho ou apetrecho quando alguém encharcado de suor o utilizou antes.

No trabalho: Concentra-se na atividade sem atrapalhar os colegas. Não se usa roupas indiscretas, decotes, acessórios espalhafatosos, calçados com saltos muito altos e barulhentos quando se anda. Não se transforma a mesa e os balcões de trabalho em jardins, enchendo o espaço com vasinhos de flores. Atrapalha e, muitas vezes, causam graves acidentes em materiais e equipamentos profissionais. Não se colocam fotografias pessoais, de familiares e outras paixões na tela do computador ou na mesa de trabalho. Casa é casa, empresa é empresa. Nada de fofocas. Trabalha-se!

No restaurante ou no bar: Não se fala com a boca cheia, não se derruba copos ou garrafas, não se usa pratinhos como “cemitério”, não se palita dentes, não se fica bêbado!
No shopping: Respeita-se as filas, inclusive a do estacionamento. Fala-se com os funcionários das lojas com respeito e educação. Não se trata vendedores como se fossem empregados ou subordinados seus.

Nos cinemas e teatros: Parece óbvio, mas pela freqüência com que se vêem as pessoas agindo errado, talvez tenha que se insistir: respeitam-se filas e, na sala de espetáculo age-se civilizadamente. Ou seja, não se atrapalha a atenção das pessoas com suas mastigações, amassamento de pacotes de pipocas e guloseimas e conversas paralelas. O celular deve permanecer no bolso, estar desligado ou no vibrar, pois, até a sua luminosidade incomoda os espectadores e, no teatro, os atores. Vê-se e ouve-se celulares tocando até em igrejas. É absurdo!

Vamos lá? São poucas coisas, mas vão melhorar você e o mundo. A humanidade agradece.

Assunto: Atitudes e Comportamentos

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