Elegância e Etiqueta Social entre Vizinhos

Terça-Feira, 15 de Abril de 2014
Elegância e Etiqueta Social entre Vizinhos

A educação, o respeito e a gentileza devem estar presentes em todos os lugares, inclusive no convívio entre vizinhos. Essa cultura associada a atitudes e comportamentos corretos e adequados deve acontecer principalmente em condomínios onde áreas comuns, elevadores, escadas, ruas e calçadas são todos compartilhados. Ressalte-se ainda, que muitas vezes até as paredes, pisos e tetos que separam os moradores também, podem ser vistos como quase comuns.

Dentro destes espaços físicos onde as pessoas estão muito próximas e, ao mesmo tempo, algumas vezes quase nem se conhecem, obriga e se recomenda que as pessoas desenvolvam hábitos que favoreçam a harmonia e o bem estar entre os vizinhos.

Nesse contexto é necessário que as pessoas tenham bom senso e respeitem as normas do condomínio, ou seja, do domínio que é exercido em conjunto.

Com tudo devidamente organizado, fica para os vizinhos a atribuição de evitar situações desconfortáveis ou que possam minar as boas relações e o ambiente saudável do condomínio.

Ambientes onde ocorrem conflitos e estresses são ambientes insalubres que minam os alicerces das relações humanas.

É essencial enfatizar que independente de afinidades ou simpatias pessoais, os vizinhos têm que se conhecer pelo menos superficialmente, em benefício da própria segurança física dos seus espaços particulares. Os vizinhos também devem lembrar que as primeiras pessoas que podem prestar socorro em caso de doenças ou outras necessidades, são aqueles que estão mais próximos, no caso, os vizinhos! Deve haver a consciência da dependência material, física, afetiva e emocional entre as partes que moram em coletividade. A educação e o respeito permanentes na convivência entre as pessoas fortalecem a sua qualidade de vida.

Assim sendo, podem-se mencionar algumas ações que caracterizam a educação, o respeito e uma adequada etiqueta social no convívio entre vizinhos:

• Devem-se acatar as normas! Afinal, elas existem para serem cumpridas.

• Evita-se alterar o tom de voz ou demonstrar agressividade em qualquer contato, troca de opiniões ou
reclamações entre vizinhos.

• É proibido bater na porta do vizinho para qualquer reclamação pessoal ou familiar. Reclama-se sim, mas deve-se fazer isso para o síndico. Assim, diminui-se o desgaste e o estresse. Deve-se lembrar também que os contatos, quando feitos no dia seguinte, evitam a animosidade, a provocação e o aumento do problema. Claro que quando há a certeza da afetividade, amizade e respeito com o vizinho, então é melhor conversar apenas com ele. Se não houver acordo, a situação pode ser levada ao síndico ou administradora. Quando o caso envolver pessoas difíceis ou complicadas, é melhor levar o caso diretamente ao síndico.

• Mesmo que ruídos ou barulhos ocorram em horas noturnas indevidas, deve-se aguardar o dia seguinte para registrar ou notificar o síndico. Nunca se devem dar murros na porta do vizinho para eliminar uma situação desagradável! Vingar-se do vizinho fazendo mais barulho ou ruídos do que ele, não corrige ou soluciona o problema. Ao contrário: piora!

• Todos devem zelar e participar da conservação do patrimônio comum.

• Ao encontrar os vizinhos nas entradas, escadas, elevadores, áreas de lazer, garagens, etc. deve-se cumprimentar as pessoas com ''bom dia '', ''boa tarde'', ''boa noite'', ''até logo'', ''como vai? ''.

• Reformas ou manutenções das áreas internas das moradias que impliquem em ruídos, resíduos, danos nas paredes, portas, elevadores ou sujeiras nas áreas comuns, devem ser previamente esclarecidas pelo síndico para os moradores vizinhos. Essa boa vontade aumenta a paciência enquanto as obras estão em andamento. A execução de reformas a esmo ou com aparente descontrole, com prazos indeterminados de duração e seus consequentes problemas, sem a devida fiscalização e controle por parte dos síndicos e administradores, criam má vontade e costumam desgastar as relações entre vizinhos.

• A permissão para a presença de animais domésticos como cães e gatos, principalmente quando miam, arranham, latem e até mordem, deve ser negociada de forma clara e precisa entre o síndico e os vizinhos. Inclusive, com votação dos condôminos quanto à forma de circulação, uso de elevadores e a limpeza imediata de eventuais necessidades fisiológicas dos animaizinhos.

• Evita-se usar inadequadamente o elevador. Não se pode exceder a carga ou número de pessoas recomendado. Também não se pode segurar ou manter a porta do elevador aberta para esperar alguém que ainda não está próximo ou para um final de conversa, atrapalhando em todos os casos aos demais moradores.

• Não se devem promover reuniões e festas barulhentas, com sons, ruídos e gargalhadas após as 22h. Nestes casos, tem quem pense que a melhor estratégia para que o vizinho não reclame seja convidá-lo para a festa. Contudo esta estratégia não funciona, pois convites devem ser para amigos e se o vizinho não for... Além disso, existem outros moradores.

• A educação e o respeito exigem a participação nas reuniões do condomínio. Entretanto, é recomendável que nestas reuniões participe apenas uma pessoa de cada moradia, assim, evita-se que qualquer opinião ou possível indelicadeza de outro morador para com uma das partes seja potencializada e considerada como ofensa. Mas é importante ressaltar que a presença e a participação nas reuniões de condomínio deveria ser obrigatória para o exercício da cidadania. Ora, quem não participa da solução dos problemas sequer da sua moradia, dificilmente poderá reclamar dos problemas da sua rua ou da sua cidade. A essa atitude se dá o nome de compromisso!

• Em reuniões de condomínio, mencionar nomes e situações específicas personalizadas sobre fatos que constranjam os presentes, é falta de ética! Nesses casos, é preferível que o síndico mencione as situações sem nominar as pessoas.

• É comum um novo morador sentir-se fragilizado, rejeitado e ainda não pertencente ao novo grupo aonde recentemente veio morar. Assim é aconselhável, sim, o vizinho dar as boas vindas ao novo morador. Apenas é recomendável que se espere alguns dias antes de se fazer este contato, para que o novo vizinho tenha tempo de organizar sua nova casa. Mas se antes ocorrer um encontro casual nos elevadores ou em áreas comuns, então essa atitude pode ser antecipada.

• Apenas muito, mas muito raramente se pode bater na porta do vizinho para pedir algo emprestado. Ninguém suporta gente desorganizada que a cada instante vem pedir ovos, açúcar, sal, tomates e outras coisas emprestadas, sob a alegação que começou a fazer uma iguaria qualquer e não percebeu que faltava aquele determinado ingrediente. O pior é que existem vizinhos com esse mau costume e que sequer lembram-se de devolver o que emprestaram!

• Não se fazem fofocas ou comentários sobre vizinhos ou de vizinho para vizinho. Proceder assim gera conflitos e a formação das famosas ''panelinhas'' que minam a amizade, a confiança e o relacionamento das pessoas em qualquer ambiente.

• As famílias que têm pessoas agressivas, desrespeitosas, problemáticas ou com dificuldades de relacionamentos dentro de casa, devem ter a bondade e a consciência de evitar morar em espaços coletivos.

A todo custo devem-se evitar situações emocionais movidas a adrenalina, pois elas costumam terminar nos tribunais, hospitais, delegacias e nas páginas policiais.

Assunto: Atitudes e Comportamentos

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