A Fofoca e o Ambiente Social e Profissional

Terça-Feira, 15 de Abril de 2014
A Fofoca e o Ambiente Social e Profissional

Todos reconhecem e sabem a força e o poder desse instrumento violento de agressão às outras pessoas. A fofoca tem sempre o objetivo de minar, aniquilar ou destruir aquelas pessoas que incomodam, que causam inveja, que se têm ciúme, que não se gosta e cujo sucesso causa inveja e faz mal ao fofoqueiro. Portanto, o fofoqueiro é ignorante, orgulhoso, preconceituoso e maldoso, além de ser cara de pau e sem vergonha. Ele também é covarde e medroso, pois se vale de falar de ausentes, à distância e pelas costas. Ele não tem coragem de falar frente a frente e olhos nos olhos.

O pior é que mesmo quando algumas pessoas identificam o fofoqueiro, ainda assim se deixam envolver e não sabem evitar ou reagir à sua ação inescrupulosa.

Uma forma simples, objetiva, clara e imediata para evitar a sua ação nefasta, pode começar por 10 perguntas bem simples:

1. Você tem certeza que isso é verdade?

2. Qual é a utilidade de falar sobre isso?

3. Você acha honesto falar isso?

4. Por que você está me contando isso?

5. Qual é a sua intenção ao me contar?

6. Você de fato conhece esta pessoa de quem está falando?

7. Você já disse para essa pessoa o que está contando para mim?

8. Você não está contando isso para a pessoa errada?

9. Posso comentar com a pessoa difamada o que você está falando sobre ela?

10. Você conhece a história, o processo, a estrada, as dificuldades, as derrotas, as vitórias e os percalços dessa pessoa?

Qualquer uma dessas perguntas, normalmente inibe a ação do fofoqueiro e evita que ele pense que o seu interlocutor, seja uma pessoa manipulável, ingênua e uma semente no campo fértil da disseminação da sua erva daninha.

Não se deixa essa erva daninha se propagar!

As organizações sérias e justas devem ter mecanismos para identificar, evitar e eliminar a ação de fofoqueiros. Eles rapidamente devem ser afastados dos grupos de trabalho. Mesmo quando eles parecem engraçados, ao longo do tempo eles minam os alicerces antes sólidos e saudáveis de qualquer instituição.

A ideia do fofoqueiro é eliminar o seu objeto de agressão e para isso usa a boca, os ouvidos, a influência e a rede social real do possível disseminador para formar a teia da maldade. O fofoqueiro quer separar as pessoas, evitar as suas promoções, apagar os seus méritos, impedir que sejam vitoriosas e, se possível, que elas desapareçam da sua frente.

Não significa que o fofoqueiro confia no interlocutor (disseminador). Na verdade, ele o usa e... Sem ilusão, o interlocutor também será objeto de fofoca na primeira oportunidade que o fofoqueiro enxergá-lo como um vencedor, concorrente ou oponente. A base da fofoca é a inimizade, porque amigo não fala mal de amigo, no máximo apenas comenta algum fato ou alguma ideia. Enquanto que o fofoqueiro só enxerga a pessoa física. Como já se sabe, o fofoqueiro é uma aranha extremamente hábil na construção da sua REDE DE INTRIGAS.

Quando existe a intenção, qualquer fato ou motivo é suficiente para acionar a tecla da fofoca: um abraço afetuoso ou um cumprimento com beijinhos entre duas pessoas, aos olhos maldosos de um fofoqueiro é o bastante para se criar um castelo de fantasias, onde se enxerga a sexualidade das pessoas e não a sua essencialidade, e que no caso, a simples manifestação do carinho é apenas pura sensibilidade.

Confundir sexualidade com sensibilidade pode caber bem ao fofoqueiro, mas, junto a um receptor minimamente inteligente e com RAZÃO E SENSIBILIDADE, a fofoca não prospera.

O fofoqueiro normalmente é um desorganizado, pois é incapaz de cuidar da sua própria vida. Mas ele é coordenado quando intencionalmente pode atingir pessoas fragilizadas e que dobram a força da fofoca ao aceitar o seu manto negro. Identificar a fofoca é uma forma de ninguém se desmerecer na autocrítica e não cometer uma injustiça contra si próprio.

A fofoca tem como alvo afetar a dignidade e ao lembrar e reconhecer que ela pode causar a amputação da espiritualidade e que este caso, não existe prótese, então se enxerga quanto a fofoca pode ser violenta. A fofoca não visa destruir a pessoa, mas o ser humano!

Mesmo nos casos em que não se quer aumentar e nem disseminar a semente da fofoca, deve-se ter cuidado com a essência das palavras. Se elas chegarem abruptamente, indelicadamente ou desrespeitosamente aos ouvidos da vítima da fofoca, no mexerico ou no disse-me-disse, também terão um efeito cruel.

Também existem os agentes de plantão maldosos que mesmo com palavras aparentemente carinhosas e convincentes, falsamente, acabam com os pilares de sustentação da última resistência do objeto da fofoca. Deve-se estar atento e não permitir que esses agentes atuem como reforços disseminadores!

Adaptando-se os versos de Florbela Espanca, o objeto do fofoqueiro pode não se tornar a sua vítima:

“Não perdi meus fantásticos castelos
Como a névoa distante que se esfuma,
Quis lutar e lutei, quis vencer e venci,
Quis e quero sempre defendê-los,
Não quebrei todas as minhas lanças, uma a uma”.

Sem o menor constrangimento, não se deve dar água na boca do sedento fofoqueiro, e sim, defenestrá-lo.

Como ensinaram os mestres sábios: quando estiver feliz se benza, pois a sua felicidade poderá ofender algumas pessoas!

E, para finalizar, cabe novamente sempre lembrar o que disseram as nossas queridas avós: em boca fechada não entra mosquito!

Assunto: Atitudes e Comportamentos

Voltar
Etiqueta Social - Pronta para usar

JOSUÉ INDICA: