O SER, O TER... O PARECER E O MOSTRAR

Quinta-Feira, 06 de Junho de 2013
O SER, O TER... O PARECER E O MOSTRAR

Praticamente em todos os cursos superiores há uma disciplina na área filosófica, onde se estuda a relação entre o SER e o TER. Nela se coloca o SER como algo que se deve buscar permanentemente, em todos os aspectos da vida e, o TER, como alguma coisa meio repugnante, mais ou menos, como há cinquenta anos atrás, quando a Igreja Católica nos seus escritos e sermões dizia: é mais fácil um camelo passar pelo buraco da agulha do que um rico entrar no Reino dos Céus.

A inteligência deste ditado fica a critério do julgamento de cada pessoa. Mas, deve-se pensar que o Cristianismo Protestante jamais usaria essa frase como sendo educativa. Claro, é muito incoerente pensar no SER como algo que dispensa ou elimina o TER. Por uma razão óbvia: as pessoas sempre TERÃO em função daquilo que elas SÃO. Assim, se as pessoas estudam, adquirem mais e mais conhecimentos e, ainda se dedicam naquilo que fazem, elas terão as melhores ofertas de emprego, salários superiores e reconhecimento sócio-profissional. Provavelmente, também TERÃO, em decorrência desse empenho, um patrimônio material e financeiro superior aos das pessoas não tão dedicadas.

Ao mesmo tempo que continuam adquirindo maior conhecimento e cultura, é provável que ascendam nos seus cargos e na sua renda. Claro que isso as realiza e, inclusive, tornam-se gratas a Deus pela tranquilidade com que seguem seu destino. O contrário, quase com certeza, gerará enorme dificuldade na vida e não se poderão culpar as forças divinas como causas da situação.
Paralelamente ao binômio do SER e do TER, há um outro binômio que tem uma ligação com o anterior: é o PARECER e o MOSTRAR. Na maior parte do tempo da vida profissional e social, um grande número de pessoas que se cruzam não conhecem umas às outras. A opinião delas se baseia nas aparências, as quais devem corresponder à expectativa daquilo que as pessoas SÃO e aquilo que elas TÊM. Dessa forma, por exemplo, se alguém É jornalista, é natural que trabalhe em algum segmento de mídia, pois, TEM conhecimento reconhecido, inclusive, pelo seu diploma. Dentro ou fora do seu ambiente de trabalho, espera-se (expectativa) que esse jornalista PAREÇA competente, ou seja: tenha ideias coordenadas, fale coisa com coisa e desenvolva os conteúdos de maneira clara, num processo que permita a conclusão.

O importante é que as pessoas percebam que a sua imagem, quase sempre é avaliada à distância, e nesse quesito, PARECER é muito importante.
Por outro lado, para as pessoas mais próximas não basta PARECER o tempo todo, muitas vezes, tem que se MOSTRAR. Assim, o mesmo jornalista já citado deve saber que ao desenvolver e comunicar os conteúdos de sua matéria para o grande público, por exemplo, no jornal da TV, ele deve se MOSTRAR vestido de uma maneira impecavelmente sóbria e formal. Só assim, a notícia transmitida terá mais credibilidade!

Alguém já se perguntou qual seria a credibilidade da notícia, se a imagem de quem a está transmitindo fosse sem gravata, dando gargalhadas, espumando pela boca, com pernas cruzadas, mostrando a parte mais alta das coxas ou o solado do sapato? (Aliás, a imagem incor reta do jornalista não deve chamar mais atenção do que a notícia).

Assim, também, é dentro de casa, inclusive na educação dos filhos! Os pais têm que SER completos e fazer enorme esforço para TER os recursos necessários ao provimento e desenvolvimento dos filhos. Paralelamente, devem PARECER, em todos os ambientes, pessoas compenetradas em todos os aspectos da vida. MOSTRAR e se MOSTRAR para os filhos como exemplos e modelos, para que não sejam vistos apenas como pessoas de discursos e sem conteúdo (SER). O equilíbrio de tudo isso gera atitude e atitude gera elegância. Simples assim!

Assunto: Atitudes e Comportamentos

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