CUMPRIMENTANDO, APRESENTANDO, CONVERSANDO E ... SE RELACIONANDO!

Quinta-Feira, 06 de Junho de 2013
CUMPRIMENTANDO, APRESENTANDO, CONVERSANDO E ... SE RELACIONANDO!

Diz-se que viver é uma arte! Ora, a arte exige talento.

De fato, é assim mesmo: saber viver exige atitude, elegância e muito jogo de cintura. No trabalho, especificamente, devem coexistir esforço, conhecimento e compromisso. A esses quesitos, obrigatoriamente, devem-se acrescentar o raciocínio e o talento, que potencializarão a capacidade de relacionamento com pessoas, muitas vezes complicadas e difíceis de se lidar. Permanecer na mesma empresa, organização ou corporação durante toda uma vida profissional exige saber harmonizar tudo isso!

Fala-se muito em liderança e carisma e, realmente, ambos fazem muita diferença. Profissionalmente, além de entender o que acontece, falar coisa com coisa, saber o que fazer e como fazer, é preciso realizar e atingir resultados, onde todos que trabalham no grupo, reconheçam aquela forma como a única maneira de obter o sucesso. Para tanto, participam ativamente: a educação, o respeito, a gentileza, o discernimento, o compromisso, o carisma e o talento, os quais compõem a capacidade de liderança.

Essas ações têm enorme influência na identificação e visualização da liderança e do carisma dos profissionais. Chefes, diretores e comandantes, pelo conhecimento, devem saber identificar e usar os princípios básicos da educação. O ambiente profissional exige esse talento.

Não é necessário saber contar piadas engraçadas, não é necessário ficar rindo o tempo todo. Pelo contrário, no trabalho, as pessoas tem que ser e parecer absolutamente sérias, honestas e comprometidas. E, no final, todos esses requisitos ainda devem ser revestidos de ações visíveis que demonstrem atitude e elegância.

Em muitos casos, o que pode parecer complexo em termos de comportamento, na verdade é simples.

Ao usar esse processo ou esses princípios, pode-se ter certeza que se estabeleceu no local de trabalho um ambiente pró-ativo e cooperativo, fundamentado em relações profissionais saudáveis.


CUMPRIMENTANDO

Nas organizações civis ou militares, tanto faz, as regras são basicamente as mesmas.

Ao cumprimentar, não bastam apenas acenos de cabeça ou gestos com as mãos, inclusive a continência que, diga-se de passagem, muitas vezes não são percebidos ou retribuídos entre as partes. Quando isso acontece, gratuitamente e sem intenção, cria-se uma barreira e um bloqueio na comunicação entre as partes.

Como fazer? Simples. Acrescenta-se em alto e bom som a comunicação oral. Bom dia, boa tarde, boa noite, obrigado, por favor, com licença, por gentileza, desculpe, como vai, prazer em vê-lo, são palavras mágicas que não retiram a autoridade de ninguém. Cumprimentar assim, acrescentando um breve e leve sorriso fortalece a simpatia entre as pessoas, mesmo porque o queixo duro e o nariz empinado não aumentam a autoridade e a inteligência de ninguém. Enfatize-se: estabelecer um ambiente corporativo, cooperativo e pró-ativo é um grande passo para a qualidade dos serviços e para se obter o compromisso com a corporação e os seus objetivos.

Nenhum subordinado entenderá que ao ser tratado com cortesia e educação, estar-se-á retirando A autoridade da chefia. Amizade entre escalões, postos ou graduações é absolutamente normal e natural, quando as partes entendem e sabem qual é o seu papel. Isto, também é atitude com maturidade. A amizade no ambiente profissional é saudável quando todos entendem os seus espaços e os seus limites. Quando se faz vistas grossas para erros em função de afetividades, não se estará ajudando ninguém e, sim, fazendo conluio!

Ao cumprimentar qualquer pessoa com aperto de mãos, nunca se faz isso sentado. Também, estender a mão atrás de uma mesa ou escrivaninha é dizer que há um muro entre as duas pessoas. Ora, se a intenção é o aperto de mãos, deve-se sair de trás da mesa, ou então, basta cumprimentar apenas oralmente. Nesses casos, agir de forma errada é falta de educação e é uma gafe imperdoável que constrange e mostra absoluto desapreço pelo interlocutor.

Cumprimentos eloquentes, com abraços e beijinhos, todas as vezes que se cruza com as mesmas pessoas são desnecessários, além de ser perda de tempo! Após o primeiro cumprimento, aí sim, os outros cumprimentos devem se restringir a um sorriso ou aceno de cabeça.

Chamar ou falar com pessoas, identificando-as apenas pelo cargo e sem mencionar o nome, mostra claramente que não se conhece devidamente o profissional. Ora, se alguém não reconhece outrem, como vai obter a confiança desse profissional?

Assim, evita-se cumprimentar ou chamar alguém sem nominá-lo. Ao mencionar o posto ou a graduação deve-se acrescentar o nome que, como todos sabem, é o detalhe mais importante na identidade das pessoas para com o mundo e, principalmente, para com elas próprias.

Fazer assim, fortalece a liderança, o talento e o carisma.


APRESENTANDO

Ao apresentar ou ser apresentado às pessoas, a regra básica é olhar para a mais importante e dizer a ela “apresento-lhe fulano de tal”. Dessa forma, caberá à pessoa mais importante definir a forma e o nível de intimidade do cumprimento. Assim, também se evita que o menos importante se empolgue e aja com indiscrição para com quem lhe está sendo apresentado. É simples e funciona!

Evita-se dizer: este é o fulano e esse é o sicrano, pois se está apresentando pessoas e não descrevendo objetos.

No momento da apresentação, também não se deve dizer “prazer”, evitando-se eventualmente ouvir de alguém: desculpe mais já fomos apresentados antes! Quando isso acontece causa constrangimentos.

Evita-se também dizer “prazer”, pois ao final da conversa poderá não ter havido prazer algum em conhecer aquela pessoa que antes foi apresentada.

Assim, recomenda-se que no momento da apresentação diga-se apenas: “como vai?” e, na despedida menciona-se “que foi um prazer” e se de fato foi mesmo um prazer. Se não, basta um “até logo” ou um “bom dia”.

No ambiente profissional a ordem de importância é a seguinte: primeiro, o maior cargo, posto ou graduação; segundo, o mais idoso; terceiro, o sexo feminino.


CONVERSANDO

Ao conversar exige-se que os olhos vejam os olhos do interlocutor. Assim, eventualmente se alguém estiver usando óculos escuros deve retirá-los.

Procura-se falar gramaticalmente de maneira correta: não pode bocejar ou mascar qualquer coisa enquanto se fala. Mascar chicletes é absoluta falta de educação! (Em Singapura é crime).

Dar tapas nas costas ou ficar puxando as pessoas enquanto se conversa, também causa rejeição.

O tom de voz deve ser adequado. Falar alto demais ou gritar assusta e irrita as pessoas! Falar baixo demais causa sono.

Quando for necessário adentrar a sala exclusiva de outra pessoa para uma conversa pessoal ou profissional, o bom senso recomenda que não se entre sem pedir licença. Aguarda-se à soleira da porta! Afinal, a pessoa com quem se deseja falar pode estar ao telefone ou em uma conversa reservada com outra pessoa. Ao adentrar abruptamente, o que é falta de respeito, ainda se corre o risco de incomodar e ouvir do interlocutor que naquele momento ele não pode falar com você. Melhor evitar!

Identificando, internalizando e treinando todos esses itens e agindo de maneira correta, fortalece-se a imagem, o conteúdo, o carisma, o talento e a liderança do profissional.

Inicialmente, pode parecer complicado, mas em tudo na vida, pelo bônus de se ter um trabalho, existe o ônus do esforço para mantê-lo.

Assunto: Atitudes e Comportamentos

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