Ambiente Profissional e as Relações entre Homens x Mulheres

Sexta-Feira, 05 de Outubro de 2012
Ambiente Profissional e as Relações entre Homens x Mulheres

Na realidade, no ambiente profissional não existem homens e mulheres e, sim, apenas profissionais masculinos e femininos.

No universo, anteriormente, quase inteiramente masculino, vieram somar-se as mulheres, que passaram a compor, também, quase sempre, um maior contingente universitário (escolar) e profissional. A situação colocou as pessoas num contexto diferente e novo. As mulheres adentraram aos ambientes profissionais e, de maneira inusitada, na condição de subordinadas e também de diretoras, chefes e comandantes.

E como os homens e as mulheres devem se posicionar nesse relativamente novo contexto?

Exatamente e exclusivamente como profissionais, que desenvolvem seus afazeres com responsabilidade, dedicação e compromisso!

No trabalho não tem sexo!

Mas não há como impedir ou evitar que pessoas solteiras namorem e que tenham contato mais próximo ou íntimo fora dos espaços físicos e profissionais. Quando isso ocorrer e o relacionamento for sério, o bom senso, recomenda: comunica-se ou se informa o relacionamento ao chefe imediato.

É a melhor maneira de eliminar ou reduzir fofocas e maledicências. O que não pode: quaisquer contatos durante o horário de trabalho ou expediente, dos tipos; olhos nos olhos, mãos nas mãos, conversinhas ao pé do ouvido, caras e bocas, etc.

Mesmo que o refeitório seja comum, evita-se o contato. Assim se o namoro acabar, pelo menos, ainda se terá os amigos. Do contrário, alguém vai almoçar sozinho, por muito tempo!

E se o namoro terminar, é proibido ficar chorando pelos cantos, se deprimir ou se vingar! Qualquer atitude ou reação pessoal, profissional ou emocional, pode acarretar punição!

E se o relacionamento for entre superior e subordinado?

A maioria das empresas, costuma transferir e, em algumas situações chega até a demitir funcionários.

E se uma das partes for casada?

Afasta-se! Foge-se! Some-se!

Durante o expediente, portas trancadas (proibido no serviço público), escadarias, toaletes: nada impede que as paredes escutem, os olhos vejam e as línguas falem...

Situações movidas à adrenalina costumam explodir o mundo profissional, com sérios prejuízos para todos.

Paixões no estilo “ Atração Fatal” ou “Instinto Selvagem” costumam terminar nas páginas de jornais policiais!

E quando alguém é vários graus hierárquicos superior a outrem?

Como fica o papel de avaliação técnica e controle administrativo e operacional, quando o subordinado é envolvido com alguém superior ao cargo do avaliador?

Não há como discordar! Estará criada mais uma situação delicada e de alto risco.

Se o superior for honesto e consciente, para não se expor, provavelmente, ele poderá ser rígido demais e prejudicar a carreira do subordinado. Se o superior não for honesto e consciente, ele poderá alavancar a carreira do subordinado, ficando ambos expostos à crítica e à má vontade dos outros.

Nos dois casos, o bom senso diz: não vale a pena!

E se for só assédio sexual?
Este é um terreno minado!
Em princípio ou por princípio, ninguém chega “pegando” ou falando que quer fazer sexo!

O assediador “sonda o terreno”. Qualquer sinal, real ou interpretado, pode gerar a manifestação da intenção sexual.

Para evitar ou impedir que situações desagradáveis venham a acontecer, é essencial que algumas regras sejam adotadas e respeitadas no ambiente profissional, principalmente, entre chefes e subordinados:
1. Nada de brincadeiras, piadas ou frases com cunho pessoal, íntimo ou sexual.
2. Nada de encostar, tocar ou fazer afagos nas pessoas de forma velada ou disfarçada. Normalmente demonstrações de afeto e de simpatia devem ser espontâneas e públicas.
3. Não é sensato ficar a sós com pessoas do sexo oposto, com portas trancadas e após o horário do expediente .
4. Em festas coletivas ou corporativas, nada de presentes pessoais, entregues longe dos olhos dos demais convidados.
5. Nada de sorrisinhos e bocas a todo momento (de preferência em nenhum momento).
6. Qualquer cumprimento, com aproximação física, mais de uma vez por dia, pode ser exagero.
7. Nada de atitudes diferenciadas no tratamento de pessoas de sexo diferentes. No trabalho, homens e mulheres são iguais. Por exemplo, ao receber o subordinado na sua sala, se o hábito ou a necessidade exige convidá-lo para sentar, o mesmo tratamento deve ser dado a homens e mulheres. Agir diferencialmente, incomoda e pode ser visto como assédio.
8. Nada de sorrisos marotos, piscadas gratuitas ou “chorinhos” para seduzir ou obter vantagens imediatas e incômodos no futuro.
9. Nada de comentários vulgares a respeito de quaisquer características ou detalhes das medidas corporais.
10. Nada de cabelos soltos, roupas apertadas ou curtas, decotes abusados e maquiagem exagerada. No trabalho, um batom discretíssimo, um rímel leve, um pó básico e um perfume discreto, são o suficiente. Gloss? Nem pensar!
11. Nada de palavrões ou linguagem vulgar.
12. Nada de bilhetes pessoais sem o cunho profissional.
Como diziam nossas avós: onde se ganha o pão ... o comportamento deve ser exemplar!

Atitudes

A maioria dos casos de assédio só acontece porque a outra parte, intencionalmente ou não, se posiciona incorretamente.

Ao ser assediado:
1. Não se leva a situação na brincadeira. Porta-se de maneira séria, sem rir ou sorrir, pois não é nada engraçado.
2. Não se deixa a situação evoluir.
3. Também, não se sai gritando pelos corredores ou se tenta obter vantagem de qualquer situação. Profissionais tem que ter jogo de cintura.
4. Se a situação, devidamente alertada por uma das partes não se resolver, comunica-se o possível assédio ao chefe imediato. Se for o próprio, leva-se o caso ao escalão imediatamente acima.
5. Evita-se que as situações evoluam para o assédio através de atitudes corretas desde o inicio. Quando alguém aceitar vantagens prolongando a situação, depois não pode reclamar. É complexo acusar o assédio, quando se deixou a situação evoluir.
Como se observa, as relações interpessoais no trabalho, têm características próprias.
Parece muito? Não é!
Esse é o preço ou o ônus para se manter o emprego e a família!

Assunto: Ambientes Profissionais, Atitudes e Comportamentos

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